domingo, 26 de novembro de 2017

O que mudou depois de 6 meses

Bom, mes amis...

É estranho pra mim pensar que a exatos 6 meses atrás eu tinha chegado aqui, morava em uma quitinete, tinha apenas 2 copos, 2 pratos, 2 garfos, colheres e facas e um travesseiro e hoje, após 6 meses de Canadá, ver que minha vida já entrou na rotina normal de uma pessoa que trabalha e volta pra casa, na rotina de uma pessoa que tem mais que 2 itens de cada em casa é muito gratificante.

Parece que tem mais que 6 meses que estou aqui porque a vida aqui corre, corre numa velocidade um pouco diferente da vida que eu tava acostumado no Brasil, mesmo hoje eu fazendo exatamente as mesmas coisas que fazia nas terras tupiniquins (acordando cedo, trabalhando o dia todo, voltando pra casa).

Quando eu paro pra olhar no passado, passado esse em 2009 quando eu comecei minhas pesquisas sobre imigração canadense, eu jamais pensei que seria como está sendo hoje, eu achei que a minha vida aqui ia demorar mais pra acontecer, que ia demorar pra eu começar a conquistas as minhas coisas, que o francês ia demorar mais pra entrar de vez na minha cabeça, que canadenses eram
extremamente frios. Mas não, tem acontecido tanta coisa boa comigo nesses primeiros 6 meses que não dá pra expressar tudo em um simples post, é algo que só a gente estando aqui pra entender.

Quando a gente está no Brasil a gente sabe que a mudança que estamos fazendo é algo grande, mas a gente não tem noção do quão gigante é essa mudança. Não é apenas mudar de país, é mudar o idioma, viver 24 horas em uma cultura diferente, reaprender tudo novamente, e ao mesmo tempo que é difícil, é mágico. Mágico ver que somos seres completamente adaptáveis ao novo e ao desafio.

Tem horas que a saudade de tudo do Brasil chega com os dois pés no nosso peito e essa é a parte complicada de estar longe de todos, ainda mais morando sozinho. É um sentimento de que estamos perdendo tanto ao mesmo tempo que ganhamos muito, algo louco e que após 6 meses eu acho que administro bem dentro de mim. Me permito rir ou chorar por causa deles.

Se acho que fiz a escolha certa em morar aqui? Com certeza.
Vou viver aqui pra sempre? Pra sempre é muito tempo.
Me sinto feliz aqui? Muito.

Mas então, o que mudou depois de 6 meses ai, Tiago?

  • Mudou a minha forma de ver o mundo;
  • Mudou a minha maneira de aceitar o diferente e entender que é justamente o diferente que faz os outros serem interessantes;
  • Mudou que eu amo muito mais do que eu já amava meus amigos (verdadeiros) e minha família;
  • Mudou que agora eu vejo neve quando abro a janela do meu quarto;
  • Mudou que eu moro numa cidade que tem MC Donalds ( Divinópolis não tem);
  • Mudou que com 31 anos eu comprei um cachorro de pelúcia (Victor) pra eu não me sentir tão sozinho;
  • Mudou que sou o único que chama Tiago em uma empresa GIGANTE;

Uma vez me disseram que eu mudando pro Canadá era a mesma coisa se eu fosse voltar 6 casas em um jogo de tabuleiro, mas eu não vejo dessa forma: a impressão que tenho é que comecei um jogo novo, só que com toda a bagagem que já adquiri do jogo antigo.

Depois de 6 meses aqui a ficha começa a cair:
que moro num país seguro;
que moro num país livre;
que moro num país com impostos altos;
que moro num país que me faz feliz;
que moro num país que neva.

Ah.. e depois de 6 meses aqui eu descobri que eu amo panelas...

À bientôt...




domingo, 5 de novembro de 2017

Teclado em francês

Muito que bem, mes amis, eu tinha falado no post AQUI que uma coisa importante pra quem vai trabalhar em algum lugar que usa computador com teclado em francês é saber o nome dos caracteres especiais em francês. Por isso eu fiz uma busca no nosso amigo google sobre isso e deixo aqui pra vocês. De nada:

: – dois pontos: deux-points

; – ponto e vírgula: point-virgule

“ - aspa [inicial]: guillemet [initial]

" " - entre aspas: entre guillemets

` - acento grave: accent grave (è)

´ - acento agudo : accent aigu (é)

^ - acento circunflexo: accent circonflexe (ê)

¨ - trema: tréma (ë)

´ – apóstrofo: apostrophe (l´)

, – vírgula: virgule

. – ponto: point

? - ponto de interrogação: point d'interrogation

~ – til: tilde

! – ponto de exclamação: point d'exclamation

... - reticências: réticences

( ) – parênteses: parenthèses 

- traço de união: trait d’union (ex.: quatre-vingt-dix)

- travessão ou sinal de menos: tiret ou signe moins

Ç - cedilha; cédille

{} – chaves; accolade ouvrante et accolade fermante

[ ] – colchetes: crochets

* - asterísco: astérisque 

* - sinal de multiplicar (matem.) (X) num teclado de computador: le signe multiplier (X) sur un clavier d'ordinateur

@ - arroba: arobase, a commercial - [ou par anglicisme « at » également appelé arrobase, arrobe, arobas, arroba - Wikipedia.fr]

# - cerquilha, tralha ou jogo-da-velha: signe dièse, croisillon, carré, le hashtag , mot-dièse, mot-clic

$ - sinal de dólar: signe du dollar 

% - sinal de porcentagem: signe pourcentage

& - et, e comercial, eitza, sinal tironiano, ampersand: L’esperluette ou esperluète (nom féminin), également appelée perluette, perluète ou « et » commercial, désigne le logogramme &. Elle résulte de la ligature des lettres de la conjonction de coordination « et » et possède la même signification. Wikipedia.fr

– traço inferior, subtraço, traço rasteiro, traço de sublinhar (souligner): tiret en bas

+ – sinal de mais: signe plus

= – sinal de igual: signe égal

| – barra vertical: barre verticale

\ – barra oblíqua inversa: barre oblique inverse

/ – barra oblíqua: barre oblique

/ - sinal de dividir (matem.) num teclado de computador: le signe diviser sur un clavier d'ordinateur

< > - sinal de comparação (>) = maior; (<) = menor): signe de comparaison 
    8 > 2 - signifie que 8 est supérieur à 2
    3 < 7 - signifie que 3 est inférieur à 7


Trabalhar em outro idioma é cheio de desafios e esses "pequenos detalhes" fazem uma grande diferença pra gente que é louco e mudou de país. A notícia boa é que a gente se acostuma rápido com as coisas. De nada de novo...

À bientôt...


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

5 meses de Canadá

Pois é, mes amis..

É estranho pra mim pensar que o filho caçula que sempre morou com os pais numa cidade de 220.000 habitantes saiu de casa pra morar em outro país, país este que não fala português (not even close), sem nenhuma referência dos desenhos que eu via na infância, sem referências aos programas de TV que podemos fazer uma piadinha aqui ou ali.

As vezes é um pouco frustante quando você está numa roda de conversa com pessoas que não são brasileiras, você entende o que elas falam mas você não consegue encaixar sua opinião ou se expressar porque suas referências fazem com que o assunto não faça nenhum sentido pra você, ou quando eles contam uma piada que pra mim é super sem graça, e você, pra ficar menos sem graça, dá um sorrisinho amarelo pra "socializar"...

Mas quando todas essas inquietudes passam pela minha cabeça e em meu coração eu paro e penso: eu mudei de país, seria ilógico se absolutamente NADA do Brasil não me fizesse falta (não tô falando da família e amigos, porque isso SEMPRE vai fazer falta).
É a mesma coisa quando alguém me fala: "nossa, Tiago, eu tô com tanta saudade de você..." A cada vez que eu leio ou escuto essa frase, eu comemoro por dentro, meu coração se enche de alegria e de um "dever cumprido" que ninguém imagina, pois a gente só sente saudade do que foi bom na nossa vida e isso me faz ver que estive no caminho certo e que apenas estou dando continuidade aos ensinamentos sábios que meus pais, com muita sabedoria, me passaram e passam até hoje.

Depois de exatos 5 meses que estou aqui, 5 meses que eu chego em casa e não tem ninguém pra conversar ou simplesmente pra ter uma companhia, 5 meses lutando diariamente pra compreender e ser compreendido, 5 meses convivendo com a saudade do meu povo, me passa a sensação de que nesses 5 meses eu fiz coisas equivalentes a 2 anos de Brasil. É tanta coisa nova, tanta coisa à aprender, absorver e compartilhar que a vida aqui passa rápido, mais rápido que a gente imagina.

Sinto falta dos amigos? Sinto;
Sinto falta da família? Sinto;
Sinto falta de ouvir português o dia todo? Sinto;
Sinto falta dos meus cachorros? Sinto;
Sinto falta da facilidade de comer comida brasileira em qrandes quantidades? Sinto;
Sinto falta da vibe do Brasil quando estamos em uma balada ou em uma festinha? Sinto;
Sinto falta da minha moto? Sinto;
Sinto falta de tomar cerveja litrão por R$5,00? Sinto;
Sinto falta do amor que ficou pra trás? Sinto;
Sinto falta de ir na casa de alguém sem aviso prévio? Sinto;
Sinto falta de entrar nas casas sem ter que tirar os sapatos? Sinto;

mas a gente só tem que saber dentro do nosso íntimo mais íntimo separar "saudade" da "vontade de voltar" pro Brasil. E nesse post, não houve nada sobre voltar ao Brasil...

À bientôt...

domingo, 8 de outubro de 2017

Trabalhar em francês

Bom, mes amis..
Vamos falar de trabalho? Vamos falar de trabalho...

Como eu havia comentado em outro post, estou trabalhando aqui e as primeiras impressões são as melhores até agora, única coisa que assusta um pouco é o francês mesmo, pois no meu trampo eu utilizo o francês 90% do meu tempo e "pegar" o sotaque dos quebecas as vezes é um pouco chatinho, mas irei sobreviver (assim espero).

Pra entrar na empresa, eu fiz 2 entrevistas pessoalmente e uma "meia entrevista" por telefone, que foi mais um bate papo mesmo. O que achei interessante nesse meu processo de seleção foi que: na entrevista com o meu gerente, ele nao me fez NENHUMA pergunta técnica, porque segundo ele, minha parte técnica já está no meu currículo, por isso que foi apenas perguntas do tipo "Como você se imagina daqui 5 anos", "Qual o maior desafio que você já enfrentou", esse tipo de coisa, pois segundo ele, ele queria saber como é a personalidade da pessoa que ele estava contratando e ver se daria um "match" na personaldade da equipe toda. :)
As duas entrevistas foram em francês e em alguns momentos eles falaram em inglês comigo.

Como eu entrei faz 1 semana, estou ainda em treinamento (serão 5 semanas) e se eu puder dar uma dica pra qualquer pessoa que ainda está no Brasil e vai trabalhar em uma empresa francofona e vai usar um computador seria: aprendam como dizer os nomes dos caracteres especiais do teclado em francês. Sério... Fora que o teclado é um pouco diferente do teclado em português. É uma dica boba, mas tá ai...

Trabalhar aqui está sendo como trabalhar no Brasil, só que em francês, o que torna as coisas um pouquinho mais difícil. No trabalho eu tenho apenas meia hora de almoço, mas pelo menos eu paro cedo.
Mas eu tô gostando muito, muitos desafios, muita coisa nova pra aprender. Foi pra isso que vim pra cá.

Bom, é isso, outono tá aqui com os dois pés no peito da gente e daqui uns dias a temperatura começa a ter um - na frente dos números. Vamos nos preparar pro primeiro inverno.

À bientôt...



terça-feira, 26 de setembro de 2017

4 meses de Canada

Pois é, mes amis..

Hoje (25/09) completo 4 meses que cheguei em Montréal e parece que já são bem mais que 4 meses, é tanta coisa pra fazer nos primeiros meses que o tempo parece passar mais rápido.

A vida aqui meio que já tá entrando na rotina: estudando francês, praticando bastante e trabalhando na minha área de formação, ou seja, não sobra muito tempo pra muita coisa não. Graças a Deus, pois a gente sempre fica preocupado quando ainda estamos no Brasil ou logo quando chegamos, preocupados com a "velocidade" que iremos achar um emprego ou começar a ficar confortável como idioma daqui.

Sobre o trabalho: vou começar na próxima semana a trabalhar no setor de TI do aeroporto de Montréal e estou bem ansioso pra começar os trabalhos por lá.

Sobre o idioma: hoje eu me sinto bem confortável com o francês (bem mais confortável que com o inglês), mas isso é por causa da falta de utilizção do inglês no meu dia a dia. No meu novo trabalho vou usar muito os dois idiomas, então acho que as coisas vão melhorar pro lado do inglês.

É isso, pessoal, quem me acompanha na página do Facebook sabe que a parte que eu acho difícil de estar aqui é só a saudade mesmo, o resto, a gente dá um jeito, mas é vida que segue!!! Escolhi estar aqui...

À bientôt


sábado, 9 de setembro de 2017

3 meses já se passaram

Pois é, mes amis... 3 meses já se passaram desde que eu cheguei aqui e até agora o saldo está sendo completamente positivo:


  • Trabalho;
  • Estudo;
  • Moro a 1 quarteirão do metro e minha casa tem box no banheiro ( o que pra mim é o ponto alto da minha casa, já que aqui é mais comum ter banheira)

Sobre o estudo de francês: eu fico espantado como que o meu francês melhorou nesses 3 meses de Canadá. Eu trabalho num ambiente francófono, isso me obriga a melhorar.

Sobre o trabalho: é um trabalho temporário em uma fábrica de decorações de Natal. Me sinto frustado por não estar trabalhando na minha área de formação: LÓGICO QUE NÃO. Acho que tudo na vida depende do seu ponto de vista e eu não me sinto diminuido ou menos bom por não estar na minha área, ainda tenho muito que melhorar no idioma, então eu encaro o meu novo job como uma ótima oportunidade disso. E confesso que estou gostando...

Sobre minha casa: é a 1 quarteirão do metro, um apartamento pequeno (quarto, sala, cozinha e banheiro) mas é do jeito que eu queria pra mim.

Tem um tempão que não escrevo por aqui, mas é que as coisas aqui estão entrando na rotina, dai não tenho muito o que postar por aqui, mas as coisas simples do dia a dia eu posto na minha página do Facebook AQUI. Acompanhem lá também...

Bom, mes amis.. por hora é tudo e posso dizer uma coisa: vir pra cá foi uma decisão mais que certa pra mim..
À bientôt...



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Acontecimentos

Bom, mes amis..

A vida aqui em Montréal tá boa, não estou podendo reclamar não: estou estudando, conseguindo praticar meu francês e de quebra, consegui um emprego temporário.

Sobre o emprego: é em uma fábrica de enfeites de Natal e esta vaga é temporária, finalizando em Novembro. Quem está aqui em Montréal com permissão de trabalho e se interessar, só clicar AQUI e deixar o currículo. Como estou fazendo outras entrevistas de empregos na minha área de formação e ainda não tive respostas (as coisas aqui são um poucos mais lentas do que estamos acostumados no BR), resolvi aceitar essa vaga pra que possa entrar uma graninha e eu já ir pegando aquela tal de "experiência canadense". Vamos ver como será, pois vou começar na próxima semana.

Sobre o curso: to gostando bastante, pois é voltado pra toda aquela gramática que a gente conhece e bla bla bla.. Única coisa é que vou precisar muda-lo para o turno da noite, por causa do trabalho, mas isso é o de menos. O importante é o contato com o idioma e a oportunidade de poder praticá-lo. Estou de férias ( 2 semanas), voltando na segunda semana de Agosto. :)

Sobre a vida: eu ando um pouco sumido daqui do blog porque as coisas que aconteceram não são coisas que rendem um post por aqui, por isso que eu havia criado uma página no Facebook, pois lá fica mais fácil de colocar as pequenas coisas do dia a dia, como curiosidades e afins. Pra quem não curtiu ou ainda não conhece, só clicar AQUI. Sempre coloco atualizações nas minhas Stories do Instagram, então, pra quem quiser me procurar por lá: tiagoachaves


Aqui o tempo passa rápido, mas temos que entender que temos que ir devagar, afinal, "voltamos" algumas casas desse jogo que se chama VIDA e não podemos ser impacientes com o ritmo das coisas por aqui. Claro que fazer nossa parte é fundamental, mas tudo tem o seu tempo...

à bientôt


domingo, 9 de julho de 2017

Curso de Francês da Comissão Escolar

Bom mes amis, estou fazendo o curso de Francês pelo Centre Saint-Lois e vou contar aqui como está sendo minha experiência, depois da minha primeira semana.

Neste post AQUI eu contei sobre o nivelamento, valor e tal do curso, então, caso não tenha visto, sugiro dar uma olhada. Enfim..

Eu sou o único brasileiro em uma sala com 35 pessoas. Gente de tudo quanto há parte do mundo, gente com tempos diferentes que já estão no Canadá e inclusive, muitos canadenses também (da parte anglófona).  Particularmente eu adorei não ter brasileiros comigo, pois eu sou obrigado a me comunicar em Francês, ou no pior dos cenários, eu Inglês. Eu já convivo muito com brasileiros por aqui, conviver com brasileiros dentro da sala de aula também, acho que não seria uma boa ideia pra mim.

A didática do professor é bem interessante e, além da gramática, tem muita dinâmica em grupo, conversações, essas coisas, pra nos "aproximarmos" uns dos outros e nos aproximarmos mais do idioma também.

Até agora eu tô entendendo tudo que está rolando na sala, não estou saindo de lá com dúvidas e é outra coisa ter aulas com nativo, e o melhor, com nativo que tem didática pra ensinar. Isso está me fazendo toda a diferença.

O que eu gosto das atividades em grupo é que os grupos são sorteados pelo professor, ou seja, a cada atividade é um grupo com pessoas diferentes. É muito bom ouvir e falar com pessoas de outros idiomas, ouvir outros sotaques, aprender um pouco sobre a cultura da outra pessoa.

Eu estou fazendo só na parte da manhã (08:30 às 12:55) mas na parte da tarde tem atividades extras, onde posso me inscrever para fazer também, o que eu ainda não fiz.

Enfim, é isso: estou gostando muito e recomendo demais pra gente poder dando aquela guinada no idioma. Tudo bem que nós de T.I. vamos ficar bastante no inglês mesmo, mas já que eu estou por aqui em Montréal, porque não ficar bom no Francês também?









sexta-feira, 30 de junho de 2017

Primeira vez: entrevista de emprego

Bom, mes amis..
A experiência de uma entrevista de emprego é bem relativa, pois cada pessoa vai ter a sua, dependendo da empresa e da situação em que a entrevista acontecer. Essa semana eu tive a minha primeira experiência de uma entrevista presencial e foi mais ou menos assim:

Eu não estou desesperado procurando emprego não, tem pouco mais de 1 mês que estou aqui em Montréal e estou fazendo as coisas em etapas, claro que respeitando meu orçamento limitadíssimo, mas mesmo não "procurando emprego", eu andei aplicando pra algumas vagas de suporte técnico.

Dai, eu recebi a ligação da empresa perguntando se eu tinha interesse em fazer uma entrevista e eu disse que CLARO. A entrevista foi agendada pra 1 semana após o dia em que eu recebi a ligação, o que me deu um tempinho pra ir me preparando. Uma coisa boa daqui é que eles sempre mandam e-mail confirmando o que foi tratado por telefone. Detalhe: eu não sei como a empresa me achou, pois eu não apliquei pra nenhuma vaga nela. Aqui no Canadá, tem várias empresas de R.H. terceirizada que fica por conta de "achar" candidatos, seja via Linkedin, Monster, Indeed, esses sites, às vezes pode ser de algum desses ai.

Como a ligação foi toda em francês, eu comecei a me preparar primeiro em Francês: vendo vídeos no youtube sobre "entrevue d'embauche" e lendo sobre o assunto. Claro que me preparei em Inglês também, pra não ter surpresas na hora.

Se alguém já pesquisou sobre vídeos de entrevista de emprego já se deparou com aqueles vídeos onde o entrevistador pergunta ao candidato:

  • Fale sobre você;
  • Fale de seus pontos positivos;
  • Fale de seus pontos negativos;
  • Onde você se vê daqui 5 anos aqui na empresa;
A minha entrevista aconteceu toda em Francês e foi IDÊNTICA ao que vemos nesses vídeos, o que me ajudou bastante em não ter surpresas, mas eu também fui preparado pra uma entrevista mais focada nas minhas habilidades.

A entrevista foi com o dono da empresa ( eu pesquisei antes no Linkedin quem era o cara), ele foi super simpático, me deixou muito a vontade e ainda me perguntou o porque deixei o Brasil ( aquele mesmo velho e bom blá blá blá que sabemos de cor). Ele me explicou que era uma entrevista preliminar para após isso eles avaliarem os candidatos e passarem pra uma outra fase. Aqui no Canadá é extremamente comum ter uma entrevista preliminar por telefone pra após isso a gente ir na empresa presencialmente, comigo, nesta experiência, não teve entrevista por telefone.

Eu acho que não vai dar em nada por ter sido a minha primeira e pelo francês não ser o mais polido possível. Eu consegui entender tudo que ele falou, respondi tudo que ele perguntou sem precisar de pedir pra ele repetir, mas uma coisa é a gente responder usando termos difíceis, espontâneos e tal e outra é responder coisas mais simples, não pela falta de vocabulário, mas pela insegurança de usar algum tempo verbal mais complexo.

Valeu demais a experiência de ter tido uma entrevista presencial, pois até o momento, eu só tinha feito algumas entrevistas via telefone mesmo. Vamos aguardar as próximas entrevistas.

Minha dica pra vocês: assistam vídeos sobre entrevistas de emprego (pesquise em inglês e/ou francês), peguem os vocabulários usados, as "palavras chaves" e adaptem para sua realidade e é claro, treinem o idioma, pois, se sentir que o idioma não está ainda afiado para ir para uma entrevista, dê tempo ao tempo.




sexta-feira, 23 de junho de 2017

Objectif d'Integration: eu fiz

Bom, mes amis, hoje vou falar aqui sobre aquele curso que o governo nos fornece, o Objectif d'Integration.

Primeira coisa que temos que levar em conta é que é um curso de 4 dias , de manhã e a tarde, todo em FRANCÊS, então, se seu francês não tiver ao menos no intermediário, pode ser mais interessante ir fazer um curso de francês primeiro (comissão escolar ou francisação ou outros) pra depois ir fazer a integração. Tinha hora que eu ficava olhando pro cara e me perguntando: SOBRE O QUE QUE ELE TÁ FALANDO AGORA?! Fora que tem algumas "dinâmicas de grupo", então, em alguns momentos, você vai ter que falar.

É um curso dividido em 8 módulos, vimos 2 módulos por dia:


  • Module 1: Vivre ensemble au Québec: Le milieu de vie et les valeus
  • Module 2: Les grandes orientations: Culturelles de la socieété québécoise
  • Module 3: Mon plan d'action personnalisé: Objectif professionnel et compétences
  • Module 4: Mon plan d'action personnalisé: CV, letre de présentation et réseautage
  • Module 5: Mon plan d'action personnalisé: Recherche d'emploi et entrevue
  • Module 6: La vie quotidienne au travail
  • Module 7: Le cadre légal du monde du travail
  • Module 8: S'installer, passer à l'action


Durante o curso a gente vai ganhando materiais sobre os assuntos, várias dicas boas, várias coisas óbvias também, mas o melhor de tudo: ter contato com a língua, se ver obrigado a se virar pra falar e se fazer entender, ter contato com pessoas de outras culturas. Isso é muito bom.

Um ponto bem negativo que, particularmente, eu achei e, não sei se são todos (os instrutores) assim, é que eles querem "entubar guela abaixo" da gente que aqui TEM que se falar FRANCÊS, ele frizama muito também que Au Québec, au Québec.. Quando alguém falava "Canadá" o senhorzinho corria na hora: au Québec, como se realmente aqui fosse um outro país, Mas isso dai é só a gente abstrair e bola pra frente.

Ao final a gente ganha um certificado de participação com o conteúdo e a carga horária.

Achei bem positivo essa experiência, recomendo pra todo mundo que tiver a oportunidade de fazer. A inscrição é feita de forma online AQUI, basta criar o seu perfil e se inscrever nas opções que o próprio site nos dá. Ah, e antes que perguntem: é FREE. Simples assim.